Atacama
As cores de uma concha do mar rasgaram o semblante do céu - seu lenço de seda escapou de seus dedos nos braços de vento bravio - os joelhos desfizeram-se em pó - clamei - Diana - calcanhar de alabastro - seu pescoço - codeína.
Joguei-me à areia - chamei - Diana - o deserto de sal uniu-se ao signo de seu final - seus olhos são pérolas e levitam de encontro ao sol de sangue - raio rubro - astro infernal - matei - Diana - percevejos instalados em seu queixo - moscas encantadas por seu cheiro - anjos rondando sua alma. Lavei seus pés com 3 gotas do cantil. Estrelas caíram maduras.
(Giovana Cristina)
Pintura: Nyareeta Gach, "40 Dias" (2018, Sudão)


aí, aí, Giovana, você é o sal da terra, a luz do mundo. ☀️
ResponderExcluireu imagino clip pra todas minhas músicas favoritas, mas não é uma história contínua, são flashbacks, como se eu apenas existisse por momentos.
palpável, oco, real, oco, sólido, oco.
é assim que eu vivo, assim que sou e assim que me sinto lendo seus textos. em momentos, por não entender o sentido literal das palavras ou o seu sentido, ou por não ter nada em mim, oco. em outros, palpável, como o sol queimando minha retina, o cheiro do orvalho no capim misturado com estrume de vaca, o sal deixado pelo suor no pescoço.
a indecente da Diana finalmente nos deixou em paz, mas Susie tem nosso número, conhece nosso jogo e disse que fará o que é certo. ainda temos muito o que sangrar na pista de dança.
sorri mil sorrisos lendo isso!
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