CAMÉLIA

             

solto sua mão agora, nessa hora, enquanto as fileiras se movem, vagarosas.


órbitas-quinas desta massa encefálica, jugo sob o qual os membros convulsionam longe da luz.


tendões, curvas,

falanges excitadas

pupilas, córneas, íris transviadas


tens o cheiro das papoulas.


tens os poros em rendez-vous, em atrito corrosivo, lampejam em ósculo explosivo, desejo, opróbrio, os dedos que criam pontes aos joelhos que reverenciam, o corpo invólucro, a atomística do seu lânguido olhar! a medula dos seus doces ossos! como clamas por mim! quando vens me desejar?


tenho fé de que a graça solar estaria em conformidade com suas curvas e suaves concavidades. 


(Giovana Cristina)


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