MORCEGO CAPA-PRETA






corre essa sombra ligeira e cospe na boca de todo agouro!
todo verde se faz mas não tarda e se encerra no ocre de um poste noturno
relva e ruína à noite não sabem ter dono, lote ou latifúndio

AS COISAS DA NOITE SÃO VIVAS
a prata da lua RELUZ do machado de um são joão batista

voa morcego da aurora soldado sagrado de toda bonança.
com a asa abraça a gentelha.
a sua capa é a noite da alma.
o seu rastro é o caminho que eu quero.

corre essa sombra ligeira e cospe na boca de todo agouro!

revira as esquinas de todo bairro.
desdobra as dobras de todo manto.
ateia fogo em todo pasto.
empesteia o mar e exime o infinito.



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